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Como e por que conhecer o Vale Sagrado dos Incas, em Cusco

Quem vai para Cusco, no Peru, obviamente tem como objetivo principal conhecer Machu Picchu, a cidade perdida dos Incas que é tida como uma das 7 maravilhas modernas. Mas, ao contrário do que algumas pessoas pensam, Cusco não é só a base para chegar à Machu Picchu, ela também tem muitos outros passeios interessantes e que com certeza valem a visita. Uma das opções é o Vale Sagrado dos Incas, um conjunto de sítios arqueológicos e ruínas enormes, incrivelmente planejados e construídos há três séculos.

Fotos: Ligia Antoniazzi/Arquivo pessoal

Fotos:  Ligia Antoniazzi/Arquivo pessoalFotos:  Ligia Antoniazzi/Arquivo pessoal

Vista do Vale Sagrado dos Incas, no Peru

Para chegar até lá você pode escolher entre contratar um táxi que passe o dia com você, ir de forma independente e andar de ônibus circular entre as cidades que compõem o Vale Sagrado (neste caso é melhor passar a noite em uma das cidades) ou comprar uma das excursões oferecidas nas milhões de agências de Cusco. Na maioria das vezes, essas excursões levam o dia todo, mas você também pode optar por comprar um combo que te dá direito a seguir para Machu Picchu assim que o passeio guiado pela última ruína (Ollantaytambo) terminar. E foi essa opção que nós escolhemos.

Ligia Antoniazzi

Vista do sítio arqueológico de Machu Picchu, no Peru

Como já dissemos no post sobre Como chegar em Machu Picchu, esse combo saiu por US$ 225 por pessoa e incluía: Ônibus turístico pelo Vale Sagrado dos Incas + guia no Vale Sagrado + almoço + trem ida e volta para Águas Calientes + hotel em AC (sem café da manhã) + entrada MP + guia MP + transporte para Cusco até o hotel. Pode parecer um pouco caro (principalmente agora com o dólar super alto – na época era R$2,10), mas nós achamos que no final compensou porque não tínhamos muito tempo pra conhecer tudo e, principalmente, porque o pacote incluía o guia: como nas ruínas não existem muitas placas explicativas, se você não tiver alguém pra te contar a história e te passar informações básicas daquele local, o passeio não vai fazer muito sentido.

Como é o passeio ao Vale Sagrado dos Incas?

Pisaq

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A apenas 30 km de Cusco, a primeira cidadezinha é Pisaq, onde existem feiras tradicionais de artesanato local. Por lá você vai encontrar muitos itens feitos de pelo de lhama, como luvas, gorros, cachecóis e blusas, além de  todo tipo de suvenir temático que você imaginar. Apesar de ser um pouquinho mais cara, a feira é bem interessante. Terminada a visita, nossa excursão seguiu para a ruína arqueológica de mesmo nome, um lugar gigantesco que abriga muitos terraços (aqueles degraus usados pelos Incas para a agricultura), um cemitério e ainda uma vista incrível do vale do rio Urubamba.

Urubamba

Rio_UrubambaRio_Urubamba

Já a 78 km de Cusco, a cidade fica situada na base das montanhas Chicón e Pumahuanca. Pelo que dizem, o lugarejo tem várias opções de turismo de aventura e dá até pra fazer rafiting pelo rio Urubamba, mas infelizmente nós só pudemos almoçar e seguir viagem.

Ollantaytambo

OllantaytamboOllantaytambo

Essa é a maior, mais impressionante e mais preservada de todas as ruínas do Vale Sagrado. Por ali é possível identificar que eram desenvolvidas atividades agrícolas (por causa dos terraços), administrativas, sociais, religiosas e militares (dá pra ver uma espécie de posto de guarda). A cidade lá embaixo é uma graça e também preserva algumas Das técnicas geniais de arquitetura dos Incas, por isso merece ser visitada.

Quando nos deparamos com aquele paredão de construções em pedra, ficamos maravilhados. O guia nos explicou que o tipo de rocha usada para construir a cidade só era encontrada a alguns quilômetros dali e que os Incas trabalhavam essas pedras antes de transportá-las, deixando sulcos que facilitavam a manipulação e a amarração de cordas. Como se não bastasse, ele ainda nos explicou que para conseguir o encaixe perfeito de uma pedra na outra os Incas friccionavam uma mistura de água e areia e depois encaixavam as rochas, como se fossem tijolos, e cimento. Muito interessante né?!

Lembro que o nosso principal comentário era: isso aqui é incrível! Se aqui já é tão grande e tão inacreditável, como será que é Machu Picchu? Será que é tão maior assim? Será que as histórias são tão impressionantes? Mal sabíamos que aquilo era só uma amostra do que ainda estava por vir…

Outras cidadezinhas

Além das cidades que já falamos, outras três também fazem parte do Vale Sagrado dos Incas: Calca, onde fica o sítio arqueológico Huchuy Qosqo e os banhos medicinais de Machacancha e Minasmoqo; Yucay, que abriga o Palácio del Inca Sayri Tupac; e Chinchero, um pequeno povoado indígena com influências andinas e hispânicas, mas nem todas as excursões as visitam (foi o nosso caso).

Dica – Procure conhecer todas as ruínas próximas à Cusco antes de ir para Machu Picchu, assim você vai se impressionando aos poucos, curtindo cada uma delas e deixa a cereja do bolo para o final! ;)

Por Ligia Antoniazzi, do blog Vamos Fugir

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Texto originalmente publicado no Blog Vamos Fugir. Também estamos nas redes sociais! Aqui você encontra nossa página no Facebook, nosso canal no Youtube e no Instagram.