Se você vai estar em São Paulo entre junho e agosto e gosta de ver como a casa pode ficar mais gostosa de viver, a CASACOR é aquele tipo de passeio que encaixa bem entre um almoço, um café e uma caminhada pela cidade. Em 2026, a mostra ocupa novamente o Parque da Água Branca e traz uma leitura mais emocional do morar: menos cenário perfeito, mais ambientes que convidam a ficar, desacelerar, lembrar histórias.
Entre tantos espaços, três ambientes chamam atenção justamente por trabalharem essa ideia de experiência sensorial – e, de quebra, mostram como até o piso pode mudar o clima de um lugar.
Lounge Mi Corazón, de Michele Wharton: sala com alma latina

O lounge Mi Corazón parece uma daquelas salas em que a gente se vê facilmente passando uma noite inteira conversando. Michele Wharton parte das casas latinas dos anos 1980 e traduz esse repertório em veludos, plantas, peças artesanais e obras de artistas afro‑indígenas e latino‑americanos. O resultado é um ambiente intenso, quente, cheio de camadas.
O piso, em tom que lembra fim de tarde, ajuda a reforçar a sensação de intimidade e memória. Para quem gosta de viagens pela América Latina e volta sempre impressionado com a forma como cor e textura aparecem nas casas, esse espaço é uma boa síntese desse espírito em plena São Paulo.
Fantasia à Mesa, da Rodra Arquitetura: jantar como experiência

Fantasia à Mesa, da Rodra Arquitetura, parte do imaginário de Maria Antonieta, filme de Sofia Coppola, para criar uma sala de jantar que mistura rococó francês com lembranças do Rio Grande do Norte, terra natal do arquiteto. É um ambiente que faz pensar no ato de receber não só como “jantar”, mas como momento de pausa, conversa e ritual.
O piso em carvalho natural segura toda essa mistura com elegância, deixando boiseries, desenhos e objetos contarem a história. É uma boa inspiração para quem curte cidades onde comida e mesa são parte central da viagem – e gosta de levar um pouco dessa energia para casa.
Ilha da Alma, da OHMA: um canto para desacelerar
Já Ilha da Alma, do escritório OHMA, funciona quase como um lembrete de que a casa também pode ser antídoto para o ritmo da cidade. O espaço é um living pensado para descanso, com materiais naturais, formas orgânicas e uma paleta de tons suaves que imediatamente acalmam o olhar.
No chão, um piso listrado em nuances inspiradas no nascer e no pôr do sol percorre o ambiente de maneira contínua, criando uma sensação de fluxo e calma. Para quem vive ou passa por São Paulo no modo acelerado, é um bom exercício de imaginar como seria voltar para um lugar assim depois de um dia intenso.
CASACOR São Paulo 2026
Quando: 2 de junho a 9 de agosto
Onde: Parque da Água Branca, Rua Dona Ana Pimentel, São Paulo (SP)


