Vinho e Viagem

Villa Francioni lança vinho para homenagear o fundador Dilor Freitas

O fundador da Villa Francioni, Dilor Freitas - Villa Francioni/Divulgao/ND
O fundador da Villa Francioni, Dilor Freitas – Villa Francioni/Divulgação/ND

Manoel Dilor Freitas, o fundador da Villa Francioni, recebeu uma bela homenagem dos filhos Daniela, Adriana, André – administradores da vinícola – e João Paulo. Foi lançado, no último dia 4 de outubro, o vinho Dilor, um corte das uvas Cabernet Franc, Merlot, Malbec, Cabernet Sauvignon, Syrah e Petit Verdot colhidas em 2009, a melhor safra da história da Villa. O vinho estagiou por 30 meses em barricas de carvalho francês e passou mais dois anos em garrafa, na adega, antes de ser levado ao mercado. O resultado revela num vinho denso, intenso e complexo. Um vinho que homenageia à altura o homem que sonhou em transformar a serra catarinense numa região voltada para o enoturismo.

 

“Esse é um vinho com o DNA do fundador da Villa Francioni”, afirmou Daniela Borges de Freitas. “É um dia marcante para nós, pois esse vinho vai ficar registrado como um marco da vitivinicultura catarinense”, acrescentou, emocionada, a presidente do conselho administrativo da vinícola.

 

Aos 66 anos, Dilor fundou a Villa Francioni. Primeiro, foram formados os vinhedos de Bom Retiro, no ano de 2001. Em 2002 ele deu início aos plantios em São Joaquim, onde fica a sede, bistrô e o complexo administrativo da vinícola. Em março de 2003 teve início a construção da cantina, de 4.419 metros quadrados, um edifício imponente e recheado de belos vitrais e obras de arte, uma paixão de Dilor.

 

Daniela lembrou, no discurso de lançamento do vinho, de algumas frases de seu pai: “esse é um projeto para o mundo ver…. um projeto de desenvolvimento para a serra catarinense… outra fonte de riqueza, economia e geração de empregos na região… vamos trazer turistas e agregar valor à serra”, repetia o determinado empreendedor.

 

Eu estava presente numa reunião para a abertura das primeiras garrafas de vinhos produzidos nas altitudes, na noite de 30 de outubro de 2003, na sede da Associação dos Funcionários da Estação Experimental da Epagri de São Joaquim. Os vinhos haviam sido elaborados, em microvinificação, com uvas da Quinta da Neve e Suzin. A Villa Francioni ainda não tinha vinhos, a cantina estava em construção. Dilor compareceu à reunião e, em poucas palavras, disse que estava tratando do desenvolvimento de uma culinária com os ingredientes típicos da serra, receitas que pudessem combinar com os vinhos da região. Ele tinha um desejo muito forte de tornar o vinho o produto emblemático da serra.

 

Dilor faleceu em agosto de 2004, vítima de um infarto. Internado num hospital em São Paulo, ele continuava comandando a construção da vinícola. Dilor chegou a provar os primeiros vinhos da Villa. Entre eles, tomou o Chardonnay, que se tornaria uma das importantes referências da vinícola. “Isso é o que eu esperava dessa propriedade e deste Chardonnay”, disse o empresário para o enólogo Orgalindo Bettù, até hoje na empresa, um profissional que Dilor não mediu esforços para levar para a Villa. “Ele foi um visionário e queria fazer o melhor vinho de Santa Catarina. Dilor pensava em colocar seu vinho entre os melhores do mundo e acreditava piamente que iria fazer isso”, acrescentou Bettù.

O Dillor só será produzido em grandes safras. A safra 2009 terá três lotes, de pouco mais de 2 mil garrafas cada. Veja as notas de prova do Dilor 2009.

A primeira safra do Dilor - Villa Francioni/Divulgao/ND
A primeira safra do Dilor – Villa Francioni/Divulgação/ND

Dilor 2009 – Villa Francioni – Serra Catarinense – São Joaquim – SC – BR

Uvas Cabernet Franc, Merlot, Malbec, Cabernet Sauvignon, Syrah e Petit Verdot. Estágio de 30 meses em barricas de carvalho. Teor alcoólico de 14%. Cor rubi profunda, densa. Aromas de frutas negras, amoras, mirtilo, notas tostadas, café, alcaçuz, toque balsâmico, resina, pinheiro, especiarias doces e picantes, pimenta preta, notas terrosas e de couro. Paladar com boa acidez, notas de madeira em boca, taninos finos, persistente. (R$ 380 na loja da vinícola, em São Joaquim)