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Pilotos precisam aprovar criação da Boost, nova subsidiária da Air France; entenda

Air France B777

Pilotos da Air France serão pilotos da Boost e vice-versa

A Boost fará sua estreia oficial ainda este ano, como noticiado pelo ME na última sexta-feira (02), mas com uma condição: os pilotos precisam aprovar esta ideia. Isto é o que afirma o presidente da Air France, Jean-Marc Jannailac. Para ele, a criação da Boost está ligada ao plano estratégico da Air France de ganhar terreno numa concorrência acirrada com as companhias do Golfo nas rotas de longa distância. “No entanto, o sinal verde da companhia está nas mãos dos pilotos”, disse.

Isto porque, o sindicato SNPL que representa os profissionais terá uma reunião na próxima quinta-feira, dia 08, para aprovar um possível acordo após cinco meses de conversas e negociações. Caso o acordo seja fechado entre Air France, o caminho para a criação de uma subsidiária da companhia francesa estaria pavimentado. Este acordo é necessário, uma vez que a Air France utilizará seus pilotos para voarem nas asas da Boost, o que faz contratos e ganhos serem diferenciados para cada profissional.

Apesar disso, na visão de Jean-Marc, a Boost será uma empresa “que terá um custo muito mais eficiente e não será considerada um produto low-cost. É apenas uma marca diferente altamente ligada à empresa mãe, que neste caso é a Air France”, disse o presidente. Para ele, a Boost trará uma economia de 20% nas viagens de curta distância e 15% nas viagens de longa distância, isso se comparado aos serviços da Air France. A expectativa é que a companhia opere 18 A320s e 10 A350s até 2020.