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Perto de iniciar operações, Air Belgium já estuda voos para a América do Sul

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Primeiras operações serão para Hong Kong

Fundada lá em 2016, a Air Belgium enfim se prepara para iniciar suas operações oficiais na Europa. Nessa quarta-feira (14), a companhia belga veio a público anunciar que tinha conquistado o tão esperado Certificado de Operador Aéreo (AOC, em inglês), concedido pela Autoridade de Aviação Civil da Bélgica (DGTA), o que abre caminho para mais uma companhia realizar voos comerciais na Europa.

Pela primeira vez em 12 anos, a Bélgica ganhará uma nova companhia. A última investida aconteceu em 2006, quando a SN Brussels Airlines se fundiu com a Virgin Express criando a Brussels Airlines, atual companhia de bandeira do país. A ideia da Air Belgium é iniciar as operações agora em meados de abril, entre Bruxelas e Hong Kong, primeiro destino oficial de seu portfólio, e a venda dos bilhetes começa em breve.

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Imagem mostra disposição dos assentos do A340 da Air Belgium

Composta inicialmente por 4 A340-300s da Finnair, a Air Belgium também terá outros seis destinos chineses em sua malha aérea até maio de 2018. O plano é que novas aeronaves sejam adicionadas à frota até 2020. Em entrevista ao portal AirlineGeeks, o CEO Niky Terzakis falou do investimento na Ásia e do motivo de ter escolhido a cidade de Hong Kong como o primeiro destino da malha aérea da Air Belgium.

“A Ásia representa o maior mercado global de longe, e o tráfego de/para Europa mostra um crescimento saudável e estável. O mercado da Bélgica de saídas e chegadas é extremamente significante e, infelizmente, nosso país e outras capitais europeias são pobremente servidos de voos diretos para Ásia” disse Terzakis, que também justificou a escolha de Hong Kong como primeiro destimo. “É um destino chave para negócios e o maior hub da Ásia”.

AMÉRICA DO SUL ESTÁ NA MIRA

O CEO Terzakis foi questionado sobre planos e investimentos que podem ir além do continente asiático. Ele não escondeu que há planos, mesmo que a longo prazo, de investir na América do Norte e do Sul.

“Temos planos de operações de longa distância para os próximos 10 anos. Neste primeiro momento, vamos começar a operar na Ásia, particularmente na China. Isto inclui o estabelecimento de uma série de acordos de Interline com companhias asiáticas e europeias. O segundo momento consiste em expandir o número de voos e destinos na Ásia, além de complementar a frota com aeronaves modernas. Já o terceiro momento envolve nossa expansão de frota e malha aérea, o que leva nosso foco para América do Norte e Sul”, disse.