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"OTTs estão ganhando das teles", diz Marco Patuano, da Telecom …


Convergência Digital

Luís Osvaldo Grossmann – 27/10/2015

Futurecom 2015 - Cobertura Especial - Patrocínio DellO presidente da Telecom Italia, Marco Patuano, disse nesta terça-feira, 27/10, durante o Futurecom 2015, que as operadoras de telecomunicações precisam mudar e se aproximar dos modelos bem-sucedidos das empresas da internet para garantirem seu próprio futuro. “Temos uma possibilidade enorme, porém temos que virar de provedores de conectividade a provedores de plataforma”, sustentou.

Não é de hoje que as operadoras observam o cenário atual e avaliam que “quem está capturando valor não são as teles, são outras”, como lembrou Patuano ao mostrar desempenhos de Google, Facebook, Twitter, Amazon, Apple e Netflix. “As marcas mais conhecidas neste momento são plataformas. OTTs não são serviços, mas plataformas que servem para oferecer serviços”, afirmou.

“Existe possibilidade de criarmos plataformas para telcos? Ou já acabou? Tem possibilidade. A diferença é que temos que fazer plataformas diferentes. Somos locais, o que é uma fortaleza e também uma fraqueza. Temos proximidade do cliente, estamos perto, temos relacionamento, confiança, qualidade de serviço. O operador da rede pode controlar mais eficientemente a qualidade que vamos oferecer. E podemos oferecer um nível de segurança maior que OTTs.”

Chegar lá, no entanto, exige mudanças de mentalidade. A começar pelo que o executivo apontou como características intrínsecas aos engenheiros, que não aceitam falhas ou que buscam o controle total do processo. “Plataforma não cresce fazendo tudo, não é como nós, telcos”, destacou. “Infraestrutura tem uma abordagem de poucos erros. Plataforma tem abordagem ágil, algo que engenheiro de telecom não sabe fazer.”

“Se agrega plataforma sobre a rede, começa a usar a rede de uma forma totalmente diferente. Vai fazer uma exposição da rede através de APIs que vão ser utilizadas por outros, vai criar nova demanda, vai estimular novas inovações de infraestrutura. Se construirmos uma plataforma, alguém vai construir serviço e uma comunidade de novos desenvolvedores de telecomunicações.”

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Não é de hoje que as operadoras observam o cenário atual e avaliam que “quem está capturando valor não são as teles, são outras”, como lembrou Patuano ao mostrar desempenhos de Google, Facebook, Twitter, Amazon, Apple e Netflix. “As marcas mais conhecidas neste momento são plataformas. OTTs não são serviços, mas plataformas que servem para oferecer serviços”, afirmou.

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Chegar lá, no entanto, exige mudanças de mentalidade. A começar pelo que o executivo apontou como características intrínsecas aos engenheiros, que não aceitam falhas ou que buscam o controle total do processo. “Plataforma não cresce fazendo tudo, não é como nós, telcos”, destacou. “Infraestrutura tem uma abordagem de poucos erros. Plataforma tem abordagem ágil, algo que engenheiro de telecom não sabe fazer.”

“Se agrega plataforma sobre a rede, começa a usar a rede de uma forma totalmente diferente. Vai fazer uma exposição da rede através de APIs que vão ser utilizadas por outros, vai criar nova demanda, vai estimular novas inovações de infraestrutura. Se construirmos uma plataforma, alguém vai construir serviço e uma comunidade de novos desenvolvedores de telecomunicações.”

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