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O turismo radical da Nova Zelândia

A Nova Zelândia é um destino cada vez mais procurada por brasileiros, em busca das paisagens inacreditáveis que o país ostenta. São vulcões, montanhas, rios, que fazem do país um cenário ideal para gravação de filmes –caso de “O Senhor dos Anéis”. E o turismo radical, como não poderia ser diferente, é uma das principais atrações. Pensando nisso, o Dubbi, plataforma colaborativa de viajantes, separou cinco dicas do que fazer por lá.

Vulcão

Localizada no centro da Ilha Norte, Rotorua é a cidade dos vulcões. A visita vale a pena para conhecer os parques sísmicos, onde há gêiseres e atividade de gases de fendas e poças de lama borbulhante. A cidade cheira ovo podre 24 horas, em função do enxofre e de gases sulfurosos que saem do solo. O odor pode ser até um pouco desagradável no início, mas depois acostuma-se.

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Rotorua, na região central da Ilha Norte, é considerada a cidade dos vulcões

O lago Rotorua é uma das principais atrações, pois libera vapor a todo instante. Alguns hostels estão tão pertos desses parques que a sensação é de dormir ao lado da lava. Fazer trilhas nos vulcões vai ser uma experiência única em sua vida.

O parque termal Wai-o-tapu é o mais famoso. Parece originado de um filme de ficção, com gases saindo pelo chão, lagos coloridos (e ácidos), gêiseres e poças de lama borbulhante com sugestivos nomes de “Porta do Inferno” e “Piscina do Diabo”. A impressão é que tudo vai explodir em questão de segundos. Os parques de Te Puia e Waimangu Volcanic Village também são bastante visitados.

Berço do bungee jump

Foi em Queenstown que surgiram os bungee jumps, um dos esportes mais radicais que existem, e presente em muitos lugares da Nova Zelândia. O Kawarau Bridge Bungy é o pioneiro, pois em 1988 se tornou primeiro bungee jump comercial do mundo, com 43 metros de queda.

Shutterstock/Dubbi/Divulgação

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O Kawarau Bridge Bungy é o primeiro bungee jump comercial do mundo, com 43 metros de queda

Desde então, a cidade se profissionalizou e conta com diversas opções que estão entre as melhores do mundo. O próprio Kawarau tem filiais em Auckland, na Auckland Harbour Bridge (40 metros de altura), e outro também na região de Queenstown, o Nevis Bungy –esse, porém, muito mais radical, com 134 metros de altura, o mais alto da Nova Zelândia.

Queenstown é possível esquiar na neve e pegar temperaturas muitos graus abaixo de zero. Arborismo e tirolesa também são vistos por lá. Não é por menos que a cidade é conhecida como a “Capital Mundial do Turismo de Aventura”.

Lago Pukaki

Continuando na pegada “natureza incrível” (é difícil fazer algo diferente na Nova Zelândia), o lago Pukaki, em Canterbury, na Ilha Sul. Apresenta uma coloração e um visual deslumbrantes, com águas azul-turquesa, resultado do atrito do deslocamento do gelo e da rocha das montanhas ao redor na era glacial. São micropartículas desse “pó” que ficam na superfície, dando esse aspecto.

Com 8 km de largura e 15 km de extensão, o lago acompanha a estrada que vai até o pé do Monte Cook, um dos mais famosos da Nova Zelândia. Trilhas a pé e de bicicleta podem ser feitas nas margens do Pukaki.

Barco a jato

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Barcos levam turistas pelo rio Shotover, no sul do país

Esse é um dos mais radicais. A adrenalina vai lá no alto no passeio de barco a jato pelo rio Shotover, no sul do país. O veículo atinge 85 km/h e passa a centímetros de grandes paredões de rocha que formam um cânion nesse rio. É quase meia hora de bastante movimento, em que o barco balança para lá e para cá sobre as corredeiras do Shotover.

Senhor dos Anéis

A Nova Zelândia sempre foi um destino muito procurado em termos de aventura e natureza. No entanto, a procura pelo país aumentou depois da gravação de Senhor dos Anéis, no final dos anos 90 e início dos anos 2000. Para quem assistiu a trilogia e deseja conhecer os cenários mágicos, deve ir até Hobbiton, próximo a Matamata, região na qual parte das tomadas foram feitas (somando com o filme dos Hobbits, já foram mais de 150 lugares). É lá, no entanto, que encontra-se mais preservado.

O ingresso custa cerca de R$ 200 e o tour dura aproximadamente duas horas. O local abre diariamente das 9h às 17h.

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