O que ver e fazer em Oman na Península Arábica

 

 

Serei bem sincera e direta nesta matéria sobre Oman na Península Arábica. A minha ideia era encontrar um lugar que fosse no “caminho de volta pra casa”do Nepal, já que eu terminei o Campo Base do Everest em um trekking duríssimo e queria um lugar de praia para descansar na volta, voando via Emirados. Como já estive exaustivamente em Dubai e Abu Dhabi muitas vezes, Oman foi a escolhida.

Confesso que não fui com tanta expectativa, pois já sabia que o país não oferece tantas atrações turísticas e ainda é bem fechado se comparado aos vizinhos Emirados. Oman está entre os 25 países mais pacíficos do mundo e é um sultanato. O sultão Qaboos bin Said é adorado pelo seu povo. A dica é ficar em um excelente hotel em Muscat na beira do Golfo de Oman, um estreito que liga o Mar Arábico ao Golfo Pérsico e curtir as águas quentes e pacíficas. É um destino que recomendo se vc já conhece um número suficiente de países árabes e quiser realmente variar, até porque Oman é caríssimo.

Dividi minha estadia de 7 noites em três hotéis: primeiro o Al Bustan Palace da Rede Ritz Carlton!

O segundo foi uma noite no deserto no Dunes By Al Nahda

E o terceiro e o mais legal de todos, o Shangri-la Muscat

Muscat é uma cidade super tranquila, com poucas atrações.

O MUTTRAH SOUQ DE OMAN é beem fraco. Poucas lojas e falta de produtos interessantes para comprar. Foi uma decepção, pois eu AMO Souqs e Medinas.Achei esta única loja, logo na entrada com peças interessantes, porém com os preços nas alturas, como é caro tudo em Oman.

THE SULTAN QABOOS GRAND MOSQUE É bem bonita e tem capacidade para 20.000 pessoas. Sua construção começou em 1995 e foi até 2001. Materiais nobres foram trazidos dos quatro cantos do mundo e foram usados aqui sem parcimônia.

 

O dress code é bem restrito em todo o país, nada de transparências, mangas curtas, pernas de fora e na mesquita, tudo coberto, inclusive o uso do véu.

A foto infelizmente não traduz a imponência deste lustre Swarovski no interior da mesquita, importado da Áustria.

 

O lustre visto de baixo e sua cúpula gigantesca toda em mosaico estilo bizantino.

 

Os detalhes em mosaicos de vários tons, inclusive o alaranjado, remetendo aos beduínos, povo que habita o deserto.

Dentro da mesquita há um interessante Islamic Information Center, onde voluntárias tiram dúvidas e respondem às questões sobre o islamismo. Tive um excelente bate-papo e descobri muitas coisas que não sabia sobre a religião. As mulheres em Oman são muito ativas, ao contrário de muitos países árabes. 60% finalizam a universidade e ocupam cargos de trabalho com  a mesma hierarquia, inclusive financeira, dos homens.

E uma biblioteca e centro de estudos de impressionar!

A ROYAL OPERA HOUSE MUSCAT é de uma beleza ímpar! Ballet, Ópera, Shows, Musicais diversos e uma programação intensa de eventos o ano inteiro, faz inveja a muitos países do ocidente. O Sultão ama m’musica e presenteou a cidade com esta impressionante construção, com detalhes de cair o queixo.

PASSEIO DE BARCO pelo Golfo de Omã é programa obrigatório na cidade e onde eu presenciei um por do sol dos mais bonitos!

Os restaurantes na cidade são meio cadinhos e não servem bebida alcóolica. Optei por fazer todas as refeições nos hotéis, lá sim, os turistas podem beber!

Fotos Flavia Pires, todos os direitos reservados.

 

 

 

Article source: http://www.flaviapiresexplora.com.br/destinos/o-que-ver-e-fazer-em-oman-na-peninsula-arabica/

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