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O melhor caminho para chegar em Machu Picchu

Por Heitor e Silvia Reali, do site Viramundo e Mundovirado

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Dentre os caminhos que conduzem a Machu Picchu, qual pode ajudar os viajantes a descobrir os mistérios que envolvem essa instigante cidadela inca?

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Nós escolhemos o mais prazeroso caminho que é percorrido por um trem azul com janelas panorâmicas que permite descer em algumas estações. Esse percurso, de Cuzco a Águas Calientes, cruza o Vale Sagrado onde pudemos observar os antigos pueblos: a construção em pedra das casas, as plantações em terraças, a captação da água proveniente do degelo da neve, e até mesmo como os moradores se vestem e do que se alimentam. Pouco ou quase nada mudou desde a época de seus antepassados incas.

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Esse caminho era apenas uma passagem para Machu Picchu. Hoje é possível ficar em diferentes locais do vale dotados de pousadas de charme ou hotéis, onde pode-se tomar uma sauna natural com o vapor das pedras vulcânicas aquecidas, saborear a gastronomia elaborada com produtos locais, ou ir de bike ou a cavalo até o vilarejo mais próximo.

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Nos mercados e feiras das vilas indígenas como Pisac, Lamay e Ollantaytambo, reina a cor em um dos mais belos artesanatos do mundo, nos tecidos feitos em teares manuais, passando pelas frutas e até mesmo nas batatas. Batatas coloridas? Acredite, nos campos do vale cultivam-se mais de 130 variedades, desde as que exibem um tom amarelo quindim, até uma com surpreendente matiz lilás que encantou Ferran Adriá. E, o chef espanhol ainda pirou com o diversificado sabor das batatas: doce, levemente picante, amarga e até as exóticas batatas ágras.

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De volta ao trem, agora a caminho de Águas Calientes, passamos por plantações de quinoa, cereal de alto poder nutritivo com suas flores rosadas, e pela entrada da trilha inca que conduz os aventureiros radicais a Machu Picchu.
As sulfurosas e quentes águas deram nome à vila que se espreme em uma faixa de terra entre o rio e a montanha.

Diante do povoado corre um rio temido cujo nome, quase onomatopaico, revela sua personalidade impetuosa: Urubamba. Mais de uma vez ele carregou terras, estradas, plantações e casas. Outras águas provavelmente vindas de um vulcão conduziram por ‘caminhos estratosféricos’ a atriz americana Shirley MacLaine, que escreveu um livro sobre a ‘viagem’ proporcionada por seu banho noturno nessas águas.

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Encostada em Águas Calientes ergue-se uma montanha de pedra, cujo cocuruto era local sagrado: Machu Picchu. Habitada por seres superiores, os incas acreditavam que se alguém quisesse encontrar seu destino, deveria subir em uma montanha alta. Ali um vento daria ao forasteiro a dica desejada. O alto das montanhas era para eles antenas que captavam tudo o que se passava no cosmos.

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Para o antropólogo e historiador peruano José Altamirano Balena, Machu Picchu pode ser interpretado como – local onde o inca encontrou seu destino. Até hoje desconhecemos o porquê de seu abandono, mas isso também permitiu que a cidade, encoberta pela mata, se conservasse por mais de 400 anos.

Hoje, é meca de viajantes de todos os cantos do mundo. Não seria bom se todos percorressem Machu Picchu antenados?

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Quem leva: www.climb.tur.br

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