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Mochilão na Colômbia une natureza, história e vistas incríveis

A Colômbia tem atraído cada vez mais turistas, uma vez que conseguiu desvincular sua imagem do tráfico de drogas e da violência. Os brasileiros –sempre nós– estão entre os principais interessados pelo país.

Pensando nisso, o Dubbi, plataforma colaborativa de viajantes, separou dicas para quem planeja fazer um mochilão pela Colômbia. O roteiro selecionado é de oito dias, passando por Bogotá, Medellín e Cartagena.

Bogotá (três dias)

Shutterstock/Divulgação/Dubbi

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Vista da capital colombiana Bogotá

A capital Bogotá é onde o mochilão começa, por ser a cidade com mais opções de voos do Brasil. Tenha em mente que chegar de uma cidade a outra não é tão fácil, pois as viagens são longas e as estradas são cheias de curva. Mas valeu cada quilômetro que a viajante Suelen Narriman, de São Paulo, percorreu com o estômago embrulhado, ela afirma.

Onde comer

A viajante Marcela Fontes, de Niterói, recomenda comer fora da Zona T (a região dos principais barzinhos e restaurantes da cidade), por ser uma comida boa, barata e farta. “Dei preferência por tomar café da manhã e almoço de forma a explorar a culinária típica”.

Destacam-se entre os pratos locais que valem a pena ser experimentados o tamal (massa de milho, cozida a vapor ou fervida em um invólucro, com recheio de carne, queijo ou legumes) e a lechona (prato feito com carne de porco, ervilhas, cebola, arroz).

Não se acanhe em entrar em lugares pequenos, ensina a viajante Regina Gomes, pois foram em lugares quase que imperceptíveis que ela fez suas melhores refeições.

O que visitar

Imperdível para quem está fazendo mochilão na Colômbia é o “Andrés Carne Rés”, uma das maiores atrações turísticas do país, localizado em um pequeno povoado a cerca de 30 minutos da cidade. Vários hotéis oferecem transporte de ida e volta para o local.

Por que ele é tão especial? Além de um restaurante com o melhor da comida colombiana, ele é um pouco de tudo: bar, balada, apresentações de circo, peças de teatro, dentre outras.

Nos arredores de Bogotá, encontra-se outro ponto obrigatório. É na cidadezinha de Zipaquirá, a 50 km da capital, que está a Catedral de Sal, construção subterrânea no interior das minas de sal. A igreja faz parte do complexo “Parque do Sal”, espaço cultural temático dedicado à mineração, geologia e recursos naturais.

Não caia na lábia de vendedores: o acesso de transporte é bastante fácil (tanto do Terminal de Transporte de Bogotá quanto do Transmilênio), e não vale a pena contratar uma agência de turismo ou pagar um táxi.

Onde dormir

Para se hospedar, a cidade tem de opções a zona hoteleira e o centro histórico. A viajante Regina Gomes diz que prefere o centro por estar próximo de tudo. Ela indica a pousada Abadia Colonial.

“É um casarão antigo, bem conservado, e com atendimento muito bom. Além disso, está próxima de tudo, como a praça Simon Bolívar, Museo Botero, museu do ouro”, diz.

Medellín (três dias)

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Medellín costumava ser associada aos tempos em que a cidade era o centro do cartel de drogas da Colômbia, liderado pelo famoso traficante Pablo Escobar. O rótulo de capital mundial do crime, no entanto, ficou para trás.

A cidade recebeu uma série de investimento do governo, dentre eles uma malha de transportes acessível e moderna, que virou referência no mundo inteiro.

O Metrocable Medellín é um exemplo, um teleférico que conecta o metrô às regiões mais altas e periféricas da cidade, de uso turístico e dos moradores. A vista é fora de série.

O que visitar

Para os amantes das artes, comece pela Plaza Botero, que reúne dezenas de estátuas gigantes e assimétricas do artista local Fernando Botero. As obras impressionam pela qualidade do acabamento. Na frente, o Museu Antioquia complementa o tour.

A experiência de fazer um mochilão na Colômbia não é completa se não tiver muito contato com a natureza. E em Medellín isso é fácil. O Parque Explora é a indicação do viajante Vitor Boccio, de São Paulo. Dentre as atrações, está o maior aquário de água doce do mundo, um vivário cheio de répteis, aves e anfíbios, e um planetário com atividades interativas.

Outro lugar muito procurado é a Piedra del Peñol, um morro de 2 mil metros de altura com vista para a Laguna de Guatapé, na cidade vizinha de Guatapé, a cerca de 40 minutos de carro de Medellín.

Para chegar até o topo da pedra, porém, é necessário subir 650 degraus. Todo o esforço compensa, pois o cenário tem um lago deslumbrante e muitas áreas verdes.

Cartagena (dois dias)

Shutterstock/Divulgação/Dubbi

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Cartagena é uma das cidades mais caras da Colômbia

Em Cartagena, não espere uma cidade barata –os viajantes são unânimes em apontá-la como uma das mais caras em um mochilão pela Colômbia. Não que seja completamente impossível encontrar lugares mais em conta: os preços camaradas aparecem para quem tem paciência em procurá-los.

O que visitar

Enquanto passeia de um lugar para outro, não deixe de provar uma limonada nas barraquinhas dos ambulantes, aconselha o viajante Marcelo Ferreira, de Santo André.

Ouve-se com alguma frequência que Cartagena não é tão bonita e nem tem muitas coisas para fazer. As praias Barú e Playa Blanca, em pleno mar do Caribe, com areias brancas e águas cristalinas estão para provar que não é bem assim. Elas ainda oferecem um pôr do sol de aplaudir de pé.

O Parque Nacional Tayrona é um dos principais da Colômbia, de formação que varia do árido a floresta tropical. As baías têm praias exuberantes, com montanhas ao fundo e sombras de palmeiras e coqueiros.

Onde dormir

Cartagena também possui duas principais regiões em que os turistas que fazem mochilão na Colômbia costumam dormir. Bocagrande é uma área moderna, com grandes redes hoteleiras. A Cidade Murada, próxima ao centro, já é mais alternativa.

Além de ser um museu a céu aberto, nela é possível encontrar hotéis e hostels para todos os bolsos e gostos. Por já estar perto das principais atrações, evita-se o gasto com deslocamentos.

Fora da Cidade Murada, pode ser que o viajante encontre opções mais baratas, mas fique esperto pois é uma área um pouco mais perigosa.

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