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Jornada da Aviação tem palestra de José Efromovich, presidente da Avianca

(Redação do Diário) Em evento ocorrido na última quinta-feira (30) em um auditório lotado da Universidade Anhembi Morumbi, campus Vila Olímpia, em São Paulo, o presidente da companhia aérea Avianca, José Efromovich apresentou o painel “Fale com o Presidente”, a convite do Curso Superior de Aviação Civil da Universidade.

Efromovich fez uma retrospectiva tanto pessoal, profissional e empresarial de sua trajetória e da Avianca Brasil, empresa que integra o grupo Synergy. Atualmente a Avianca tem 9,7% da fatia de aviação doméstica transportando 700 mil passageiros por mês.

Bem humorado e falando para cerca de 200 pessoas, alunos, professores e convidados da Universidade Anhembi Morumbi, Efromovich rememorou tempos em que – ainda na faculdade – dava aulas em cursinhos pré-vestibular. “Montei, no ABC, junto com meu irmão German,  o antigo curso Madureza. Deu tão certo que a Volkswagen nos convidou para darmos aula lá dentro da fábrica. Tínhamos, em 1972, dois mil alunos. Fazíamos convênios com empresas e sindicatos. Nesta época conheci o Lula (Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente), ele na porta da fábrica entregava panfletos do Sindicato dos Metalúrgicos eu entregava panfletos do nosso curso”, comparou.

Fokker MK-28/100

Recorda Efromovich que em 2006 começou a trazer para sua frota os Fokker MK-28-100. “Chegamos a ter 14 Fokker MK-28.  Perguntavam porque não os chamava de Fokker-100? Eu respondia: Por que não quero, já que o Fokker é meu”, brincou, lembrando que na época o avião havia sido demonizado pela opinião pública e pela imprensa por acidentes ocorridos em outras companhias. “É um avião fantástico, econômico e com um dispositivo de bordo que permitia na ponte aérea servir a refeição quentinha”, defendeu, como bom aviador, o seu produto. Atualmente os Fokker-100 estão sendo substituídos por Airbus. “97% da oferta de nossos aviões serão substituídos por aviões Airbus neste ano de 2015”, antecipou.

Muito didático e reconhecendo algumas experiências em sua gestão não muito certas, lembrou, por exemplo, que em 2007 tinha seis tipos de modelos de aeronaves, o que o levava a ter uma operação mais complexa e, com custos mais altos:

“No fim de 2007 tínhamos 34 aeronaves, sendo essas de seis tipos diferentes. Era a fórmula ideal para levar o nosso negócio para o buraco”, brincou assumindo a mea-culpa.

Airbus

O ano de 2010 foi, segundo José, o ano em que os contratos com a gigante francesa Airbus iniciaram de verdade, com a chegada das primeiras aeronaves. “Em outubro daquele ano recebemos o primeiro A-318 e em dezembro já tínhamos três aeronaves. Ao final de 2011 já operávamos 12 Airbus, sendo cinco A-318, três A-319 e quatro A-320”, enumerou. “2010 foi um ano importante de retomada de nossa empresa”, acrescentou, lembrando que em 2015 a Avianca entra na Star Alliance.

Jose: Ao final de 2011 j opervamos 12 Airbus, sendo cinco A-318, trs A-319 e quatro A-320

Jose: “Ao final de 2011 já operávamos 12 Airbus, sendo cinco A-318, três A-319 e quatro A-320″

Voe Mais Alto

Com um auditório repleto de alunos e funcionários da Avianca, Efromovich falou sobre o Programa Voe Mais Alto da companhia aérea. “Valorizamos muito nossa prata da casa, tanto que criamos esse programa para que o nosso funcionário siga uma carreira em nossa empresa”, lembrou. Segundo o executivo, só em 2014 ocorreram 843 promoções internas.

TAP: menos tesão

A palestra, ao final, foi aberta para perguntas e a primeira feita por um professor da Anhenbi Morumbi versou sobre a tentativa da compra da TAP pela Avianca em 2012. José Efromovich fez um retrospecto sobre as várias participações de editais de compra de companhias aéreas, entre eles o da Varig, da Pluna, da Mexicana e BRA. “Todas, com suas peculiaridades, não nos interessou”, resumiu.

“Há 2 anos atrás investimos muito tempo e recursos no processo de venda da TAP. Fomos no processo até o fim e na ocasião, a União Européia obrigou a TAP ser vendida por 3 bilhões de euros. Nosso envelope tinha um cheque de 3.5 bilhões €, no entanto o governo português alegou que faltavam garantias bancárias. “Em um edital como este, é simples,  bastava ir ao banco e sacar”, resumiu.

De acordo com notícias dos jornais portugueses, o Conselho de Ministros do governo de Portugal aprovou o processo de reprivatitiaação indireta do capital social da TAP – na segunda tentativa de privatização da empresa.

Questionado pelos participantes se a Avianca entraria neste segundo processo, Efromovich foi claro:  “Desta vez estamos olhando o negócio com menos tesão”.