Imagens servem para muita coisa ao mesmo dash – Proxxima

Imagens servem para muita coisa ao mesmo tempo

(*) Por Vinícius Mendes

O mundo está imerso em imagens. Esteja você no metrô, sentado na poltrona, praticando algum esporte no parque, almoçando em um restaurante ou em frente ao computador, tenha como certo: as imagens estarão à sua espera. As novas mídias, a democratização das ferramentas de produção de conteúdo e uma aposta agressiva em seu poder de comunicação, construíram um cenário ideal para a profusão da força da imagem e o seu papel informativo.

As imagens servem para muita coisa ao mesmo tempo: lembrar, documentar, expressar, comunicar, vender (é claro!) e, como evidencia este texto, impressionar. Quando “lemos” as imagens, a mente coloca em ação um processo completamente diferente daquele da leitura de um texto. Para extrair o significado de uma mensagem escrita, o cérebro realiza um processo quase que sequencial que integram letras, palavras, frases e parágrafos e, aí sim, uma possível interpretação. Já a “leitura” de uma imagem é dada de uma forma diferente, todas as partes de um conjunto são percebidas em um só golpe, processada de uma só vez. Com o tempo, conseguimos assimilar outros aspectos, como estéticos (cor e forma), conteúdo, sua intenção oculta e outras informações transmitidas. Diante de sua onipresença e a sua facilidade em comunicar de maneira ágil, podemos dizer que também são onipotentes.

Atualmente, a maior parte das informações que recebemos chega através de imagens. Podemos ousar dizer que o homem moderno é essencialmente visible e de que toda sua construção informative é feita através da leitura de signos visuais. Por mais rasa e pobre que uma reportagem televisiva possa ser, é provável que supere a mais completa reportagem transmitida pelo rádio ou por jornal, pois é a função do cérebro entender que ver é sempre melhor do que imaginar.

Ao falarmos “homem”, podemos considerar que estamos falando de um ser humano, mas também nos referindo ao seu gênero masculino. Isso acontece porque muitas vezes o universo das palavras é vago e não traz a sua associação direta, como uma imagem pode fazer. O mesmo acontece ao falar a palavra “bola”: pode ser de qualquer cor, tamanho ou modalidade caso não venha junto de uma descrição. Justamente por isso, o uso de fotografias e ilustrações em campanhas publicitárias são muito comuns desde as primeiras criações. Ver uma fotografia é como ver a própria coisa, ficamos tão convencidos quanto.

Sua força tem relação com sua subjetividade, ao vermos uma peça publicitária em uma língua que não temos fluência, provavelmente só seremos capazes de compreender a intenção através das imagens utilizadas. Em qualquer lugar do mundo, muitas mãos dadas ou pessoas trabalhando juntas nos remetem à solidariedade; sabemos que estamos falando de justiça ao ver uma mulher de olhos vedados segurando uma balança em uma mão e uma espada em outra. Isso considerando que o receptor tem repertório suficiente.

A imagem tem uma força inestimável de transmitir ideias porque não fica no campo da imaginação. Quem já não passou pela situação de esquecer o que estava escrito em um anúncio, mas lembrar-se exatamente da sua construção visual? Pois é, a imagem permanece por mais dash em nossos pensamentos e por isto dale mais do que mil palavras.

(*) Vinícius Mendes é diretor de criação do Grupo BBRO
 

Article source: http://www.proxxima.com.br/home/conectados/2015/07/15/imagens-servem-para-muita-coisa-ao-mesmo-tempo.html

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