Sem categoria

Futurecom 2016: saiba como foram os primeiros dias do evento

Em sua 18a edição, o Futurecom continua trazendo ao público debates relevantes e qualificados a respeito dos setores de telecomunicações, TI e internet. E, assim como aconteceu ontem (17), primeiro dia do evento, a programação do segundo dia manteve o conteúdo em um nível elevado.

Logo cedo, o painel “Segurança nas Comunicações Gerenciamento de Riscos nos Negócios trouxe para o evento discussões sobre a abordagem que as empresas precisam dar para a segurança de dados em tempos cada vez mais conectados. “Precisamos conversar e trabalhar para criarmos ambientes seguros para IoT”, afirmou Frederico Tostes, painelista da empresa Fortinet, quando indagado sobre o contexto da segurança nas comunicações atuais e o desenvolvimento cada vez mais latente da IoT.

No mesmo painel, outro ponto bastante importante sobre o tema foi levantado: investimentos em segurança. Nesse quesito, todos os painelistas – dez, ao todo – demonstraram possuir a mesma opinião. Em linhas gerais, as explanações resumiam a ideia de que as empresas precisam deixar de tratar a segurança digital como gasto e encara-la como investimento.

Logo após o debate sobre segurança, o auditório Brasil abriu as portas para receber os congressistas para o painel “IoT: Revolucionando o Estilo de Vida dos Cidadãos e Impulsionando os Negócios”, quem mediou o debate foi a jornalista Christiane Pelajo, que iniciou as falas solicitando aos convidados que contextualizassem o público sobre IoT a partir de seus pontos de vista particulares a respeito do assunto. Na ocasião, Zalma Milazzo, da Algar Telecom, aproveitou para destacar que é cada vez mais necessária a parceria entre operadoras e fabricantes de dispositivos IoT para garantir que o desenvolvimento dessas tecnologias avancem ainda mais rapidamente na América Latina.

O investimento em IoT e a necessidade de parcerias ficaram bastante nítidos após o destaque que o representante da Vivo, Pablo Ernesto Larrieux, deu ao assunto. “Os especialistas nacionais e internacionais em IoT compreendem que o impacto das coisas conectadas pode ser tão grande quanto foi a revolução industrial”, comentou Larrieux.

Enquanto isso, o presidente da Telefônica/Vivo, Amos Genish, conversava com os jornalistas na sala de coletivas. Os assuntos abordados foram diversos como, por exemplo, a limpeza da rede para a frequência 700Mhz, a tributação para segmento de telecom, e o futuro da comunicação por voz em um contexto onde os dados estão cada vez mais presentes.

De acordo com Genish, a empresa pretende desligar a transmissão 1800Mhz nos próximos três anos e investir fortemente na frequência 700Mhz, e indicou que o Ministério da Ciência e Tecnologia está bastante comprometido em trabalhar para garantir que a limpeza da nova alternativa aconteça no prazo esperado.

A conversa continuou com desdobramentos a respeito das perspectivas dos investimentos da empresa para 2017. Genish foi enfático ao dizer que a Telefônica/ Vivo não tem interesses em comprar ativos da Oi – a empresa atualmente passa por um contexto judicial de desfavorável. “A Oi logo passará pela recuperação judicial na qual se encontra, ela tem seu lugar no mercado. No entanto, não estamos cogitando a compra dela”, ressaltou o executivo. Para 2017, Genish também foi enfático ao afirmar que a empresa já tem seus objetivos de investimento bem definidos. “No próximo ano os investimentos tangenciaram dois focos: 4G e fibra óptica”, afirmou.

Amos Genish terminou a coletiva respondendo perguntas a respeito da famigerada concorrência entre as operadoras e as OTTs. De acordo com ele, nem só de competição é feito o mercado. “Competimos, claro, em alguns aspectos, mas também existem muitas parcerias entre as operadoras e as OTTs. Todavia, apesar disso, precisamos de regras iguais para o mesmo”. O executivo se referia ao complexo panorama tributário que favorece financeiramente as OTTs em relação às teles.

Primeiro dia

A Associação Brasileira de Internet (ABRANET) iniciou as atividades do evento com o seu seminário FutureNet, que contou com a participação de diferentes painelistas, incluindo representantes de algumas startups. Nesse contexto, o primeiro painel abordou a importância das empresas de internet no desenvolvimento de negócios de impacto social, como é o caso da Tá-Na-Hora, empresa que utiliza da tecnologia para democratizar o acesso à informação sobre saúde, atendendo setor público, empresas e qualquer pessoa que que possua celular.

“Nós utilizamos a tecnologia chatbot via SMS para levar informação até o usuário que não tem acesso. Percebemos essa necessidade principalmente nas classes C, D e E, então, uma gestante que precisa de informações, por exemplo, mas não tenha como fazer acompanhamento médico, pode tirar as principais dúvidas sobre gravidez a partir do celular, e tudo isso de maneira personalizada, levando em consideração até mesmo o período gestacional”, explicou Michael Kapps, empreendedor canadense fundador da Tá-Na-Hora.
Em paralelo, no auditório Brasil, TIM, Vivo, Oi, Dell, Nokia, Dell e outras empresas debatiam as estratégias de evolução das atuais redes para a adoção de SDN e NFV, bem como o comportamento dos novos modelos operacionais para maior agilidade dos negócios. Renata Marques, representante da DellEMC, destacou a necessidade do segmento apresentar soluções de estratégia coerentes com o mercado: “não podemos oferecer uma estrutura de NFV estática enquanto o maior principio dessa tecnologia é a desagregação”.

Os ISPs também foram tema dos painéis que iniciaram as atividades do congresso do Futurecom 2016. Ainda pela manhã, no auditório México, empresas do segmento e órgãos reguladores debateram a universalização da banda larga em pequenas e médias localidades. Além dos desafios existentes para as empresas quando o assunto é a regulamentação do setor, outros pontos foram destacados, como a funcionalidade que os pequenos provedores apresentam ao mercado. “A proximidade dos ISPs com o cliente final é uma das condições que mais favorecem o desenvolvimento do mercado. Isso colabora para que as entidades reguladoras tenham mais informações sobre as necessidades dos usuários”, afirmou Basílio Perez, presidente da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunica ccedil;ões (Abrint).

No início da tarde a coletiva de imprensa da TIM Brasil movimentou o debate sobre inovação, conectividade e mobilidade. Luis Minoru, diretor de estratégia e inovação da operadora destacou que o movimento de mudanças que a empresa começou há tempos se deu pela mudança de cenário no segmento. “Antes o contexto era de voz, agora é de dados, por isso a nossa área de inovação cresceu ainda mais. É necessário trabalhar com novos atores, como startups, por exemplo, a fim de acompanhar as tendências e oferecer serviços sempre melhores”.

Além disso, o investimento da empresa na cobertura 4G 700MHz também foi pontuado no debate. Os representantes da empresa mostraram que o investimento nessa tecnologia foi de 3 bilhões de reais – levando em consideração o arremate da banda em 2014, e o desenvolvimento dela até hoje – e que isso significa muito para outros mercados. “Não existe internet das coisas sem conectividade. Não existe inovação sem conectividade móvel de qualidade, então a cobertura via 700MHz da TIM também é um investimento vantajoso para outros segmentos específicos, como o de IoT”, explicou Leonardo Capdeville, diretor de tecnologia da operadora. A cobertura 4G em 700MHz foi arrematada pelas três maiores operadores do país em 2014. Ao todo, estima-se que o governo arrecadou aproximadamente 6 bilhões de reais na transaçati lde;o.

Dando continuidade à programação, o auditório Brasil foi palco para uma discussão que preocupa muito o setor de telecom: a transformação digital. Em linhas gerais, os representantes das empresas convidadas destacaram que um dos grandes desafios dessa mudança é garantir o retorno financeiro dos ativos de que as empresas já dispõem, mesmo em uma era completamente digital. “É inegável: apenas sendo digital as empresas conseguem melhorar ou garantir um atendimento de qualidade aos clientes, por exemplo, mas as nossas estratégias digitais precisam ser pensadas para garantir eficiência financeira, esse é um dos desafios mais presentes nessa transformação”, afirmou Fernando Moulin, diretor de experiência digital da Telefônica/Vivo.

Serviço
Futurecom 2016
Quando: Até 20 de outubro de 2016
Dia 19: das 9h às 20h e Dia 20: 9 às 17h30
Onde: Transamérica Expo Center – Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387
Informações: www.futurecom.com.br
Programação: http://agenda.futurecom.com.br

Sobre o Futurecom
O Futurecom, evento mais importante de Telecomunicação e Tecnologia da Informação na América Latina, completa 18 anos e será realizado na cidade de São Paulo, de 17 a 20 de outubro, no Transamerica Expo Center. Ao longo de sua história, o evento teve a presença de mais de mil expositores diferentes e acima de cem mil visitantes. Surgido em 1998, na cidade de Foz do Iguaçu, o Futurecom foi transferido, posteriormente, para Florianópolis, onde aconteceu entre 2001 e 2007. A partir de sua décima edição, passou a ser realizado em São Paulo, com duas realizações no Rio de Janeiro em 2012 e 2013. No ano passado, o Futurecom contou com a participação de 14.000 participantes de 48 países, reunindo 300 empresas expositoras de vários continentes.
DFREIRE Comunicação e Negócios
Tel.: (11) 5105-7171
Debora Freire – debora@dfreire.com.br
Luciana Abritta – lucianaabritta@dfreire.com.br
Marcelo Danil – marcelodanil@dfreire.com.br
Luana Bárbara – luana@dfreire.com.br
Victor Santana – victor@dfreire.com.br
Bruno Alves – bruno@dfreire.com.br