Dicas para aproveitar o Vale do Ribeira

Vale do Ribeira

História

A região, localizada no sul de São Paulo e leste do Paraná, é a principal produtora do estado de São Paulo de banana, chá-da-índia e frutas como maracujá, goiaba e abacate. Mas seu ponto forte é o ecoturismo, devido a sua gigantesca riqueza cultural e natural.

Os primeiros vestígios de ocupação na região são anteriores à Era do Gelo: sambaquis (grandes “lixões”) de homens pré-históricos seminômades podem ser vistos praticamente intactos até hoje pelos visitantes. Esses sambaquis datam da época da Megafauna, época na qual eram encontrados no Brasil animais de grandes proporções tais como tigres-de-dente-de-sabre, mamutes, tatus-gigante, entre outros. A região, repleta de cavernas, com uma rica biodiversidade e água doce em abundância, apresentava o abrigo perfeito para esses homens pré-históricos.

Mas foi durante a Idade Moderna que a região foi realmente ocupada. No século XVI, mais especificamente no ano de 1531, ao organizar uma expedição com 80 homens com o intuito de buscar ouro e prata na região, Martim Afonso de Sousa – fundador da primeira vila do Brasil, a Vila de São Vicente – encontrou, além de índios seminômades que viviam da caça, pesca e cultivo de mandioca, o ouro de aluvião, também conhecido como “ouro em pó”. O ouro de aluvião era muito comum no início da extração de minérios porque acumulava-se nas margens dos rios, sendo, portanto, de fácil identificação. Com isso, iniciou-se o povoamento da área, já que muitas pessoas foram atraídas para a região com o sonho de enriquecer com a extração de ouro, surgindo assim as vilas litorâneas de Cananéia e Iguape, sendo esta última o principal porto da região. No século XVII surgiram outras cidades na região, tais como Sete Barras, Juquiá, Ribeira, Iporanga, entre outras, tornando-a próspera e rica. Entretanto, devido ao rudimentar sistema de coleta do ouro de aluvião – eram necessários muitos escravos com peneiras para separar o ouro da areia da beira do rio – e baixa eficiência, dado que uma pequena quantidade de ouro demandava  muito tempo e mão de obra, a descoberta de pepitas de ouro em Minas Gerais, acabou por atrair a atenção dessas pessoas que, muitas vezes, ao irem embora, abriram mão dos seus escravos que, libertos, passaram a viver em quilombos. A região atualmente possui cerca de 30 quilombos ainda ocupados pelos descendentes dos escravos que viveram por ali.

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PETAR

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O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) foi criado em 1958, sendo um dos mais antigos do Estado de São Paulo. O parque, Patrimônio Natural da Humanidade,  possui 35.772,5 hectares cobertos de Mata Atlântica preservada, o que equivale a 61% da Mata Atlântica existente no Brasil. Possui espécies, inclusive, em extinção. Mas o que mais chama atenção dos visitantes no parque são cerca de 300 cavernas –  a maior concentração de cavernas da América Latina e uma das maiores do planeta –  sendo que 16 delas são abertas para visitação. Além das cavernas, o Parque conta ainda com trilhas, vales, montanhas, rios de águas cristalinas, cachoeiras, fauna e flora exuberantes  e paisagens de tirar o fôlego.

O PETAR é dividido em quatro núcleos: Santana, Ouro Grosso e Casa de Pedra, em Iporanga, e Caboclos, em Apiaí. Os mais frequentados são o Núcleo Santana e o Núcleo Ouro Grosso. Devido a maior concentração de núcleos ficarem em Iporanga, recomenda-se que o visitante hospede-se em Iporanga, já que os passeios iniciam-se muito cedo. Cada núcleo conta com cavernas de diferentes características e níveis de dificuldade, agradando desde os iniciantes até os veteranos.

Devido à diversidade de atrações no parque, e possível em um mesmo dia visitar cavernas, tomar banho de cachoeira dentro e fora das cavernas, admirar fauna e flora local e algumas construções tombadas, que fazem parte do parque. Um grande atrativo do Parque é que existe muita coisa para se conhecer, portanto, se a visitação for de apenas um dia, será enriquecedora mas o visitante sairá com gostinho de “quero mais”, mas se a ideia for conhecer o parque durante vários dias, atrações não faltarão tanto dentro do Parque como na região.

Horário de funcionamento: das 7hs às 17hs (horário varia de acordo com a caverna a ser visitada)

Dias: De terça a domingo

Melhor época para visitar: Abril a novembro, quando as chuvas diminuem.

Entrada: para visitar o Parque é necessário pagar a entrada (R$ 13,00) e ter o acompanhamento de um monitor local, que pode ser contratado nas agências, pousadas e sede dos núcleos do Parque. Em todos os locais, a visitação só é permitida em grupos de até oito pessoas, acompanhados pelos monitores. Para excursões escolares, ou outras informações, utilizar o telefone (15) 3552-1875 ou email petar@fflorestal.sp.gov.br

Site: www.ambiente.sp.gov.br/petar/

Vestimenta: É obrigatório o uso de capacetes e lanternas (fornecidos pelos monitores), calça comprida e blusas com mangas. Recomenda-se o uso de calçados antiderrapantes e que possam molhar, já que algumas cavernas possuem trechos com água.

Alimentação: Os passeios costumam durar o dia todo, portanto, é necessário levar algo para comer e beber, já que o Parque não possui nenhum tipo de lanchonete. Recomenda-se levar lanches que tenham boa durabilidade e sejam fáceis de comer, tais como lanches naturais, frutas, barras de cereais, etc.

Dicas: As cavernas têm um limite de visitantes por dia e o acesso ocorre com intervalos de 30 minutos entre um grupo e outro, por isso, em fins de semana e feriados é recomendável agendar o passeio.

 

Onde ficar

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Localizada próxima ao centro da cidade de Iporanga, a pousada Capitão Caverna & Núcleo Terra conta com quartos espaçosos, além do carinho e excepcional atendimento do proprietário Julio e de sua família com todos os hóspedes. A pousada possui 08 quartos em madeira, com banheiros ao lado dos quartos e uma vasta área para camping.

Para o conforto dos hóspedes, a pousada possui também uma agência de turismo chamada Núcleo Terra, que realiza os passeios para o PETAR e também para regiões próximas. Seus guias são muito bem preparados, atenciosos e repletos de conhecimento. Além dos passeios para o Parque e região, a agência realiza descida do Rio de Boia-Cross e um Projeto Pedagógico nas cavernas (para escolas). Em feriados, pode haver pacotes especiais, com passeios diferenciados, organizados pela agência, informar-se antecipadamente.

 

Contato: Julio – (15) 3556-1125 ou (15) 98158-9186 ou (11) 99512-6367 (whatsapp)

Café da manhã: Incluso na diária.

Refeições: almoço e jantar somente para grupos com pré agendamento. Capacidade: Mínimo 15 e máximo 50 pessoas.

Cozinha: Espaço físico equipado com fogão, geladeira, freezer, liquidificador e pequenos utensílios, uso autorizado após o café em finais de semana e feriados.

Área de Camping: amplo gramado com banheiros.

Área de estacionamento

Formas de pagamento: depósito bancário, dinheiro ou cheque – não aceitam cartão.

Prestadoras de telefonia móvel na cidade: Operadora TIM e VIVO.

Adicionais: Redes de descanso, amplo gramado com rede de vôlei e parede de escalada.

Projetos pedagógicos nas cavernas: Há 14 anos, a agência realiza atividades de estudo do meio nas cavernas do PETAR. Os roteiros vão de 2 a 4 dias e envolvem atividades como, por exemplo, trilha para reconhecimento da fauna e flora da Mata Atlântica, visita às cavernas para conhecimento sobre tipos de rochas e suas formações, visita a comunidades Quilombolas, manuseio de peças arqueológicas encontradas nas redondezas do Parque, entre outras. Para mais informações, contatar a agência por um dos telefones acima.

 

Onde comer

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Casarão

Localizado no centro de Iporanga, em frente à igreja, onde há diversas lanchonetes, pastelarias e restaurantes, porém, a maioria fecha cedo, exceto o Casarão, que abre suas portas de quinta a domingo, às 19h30 e as fecha apenas quando o último cliente sai.

O charmoso Casarão possui uma agradável atmosfera para degustar desde um pastel com refrigerante até uma deliciosa refeição com um bom vinho.

Seu cardápio inclui pratos da culinária local e a apresentação dos pratos é semelhante a de bistrôs, além de servir pastéis e porções.  Drinks bonitos e gostosos, vinhos, sucos e refrigerantes. A dica é experimentar a trouxinha recheada de taioba, queijo brie e damasco, com molho de queijo e calda de azeite balsâmico. Simplesmente sensacional!

O preço médio não é alto, gerando um excelente custo benefício, com faixa de preços de R$ 26,00 a R$ 50,00.

Vale a pena conferir e se deliciar com os pratos maravilhosos do lugar!

Endereço: Pça. Luiz Nestlehner, 120 (Centro)

 

Restaurante da Pousada da Diva

Foi a primeira a ter pousada e restaurante na região e possui a comida caseira mais elogiada, entretanto, para quem não está hospedado na pousada, é necessário fazer um agendamento prévio para almoçar ou jantar lá.

Possui diversas opções de salada e a dica é experimentar o estrogonofe, que é o prato mais bem falado de toda a região do Petar.

Endereço: Rodovia António Honário da Silva – SP 165, km 13 – Bairro da Serra

Telefone: (15) 3556-1224

Site: www.pousadadiva.com.br

Email: contato@pousadadiva.com.br

 

Mangarito Bar e Restaurante

Com um cardápio variado, panquecas, saladas e sobremesas aguçam o paladar de todos.

Tem os melhores drinks e um ambiente especial. Além do bar, há uma pista de dança para quem gosta de curtir um forró ou um bom rock.

Endereço: Estrada António Honório da Silva, km 13. Bairro da Serra, Iporanga – SP.

Site: www.mangarito.com

E-mail: info@mangarito.com

 

Atrações em Iporanga

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A cidade de Iporanga, que teve seu auge durante a produção aurífera do século XVI, ainda preserva em suas ruas e casas a arquitetura colonial, repleta de significados que a população local não se inibe em contar aos visitantes.

Loja de artesanato:  No centro da cidade, próxima à igreja e praça principal, em um belo casarão colonial, há uma loja de artesanatos que mistura todas as cores, aromas e sabores da região do Vale do Ribeira. Seus produtos vão desde artesanato local às cachaças artesanais, repletas de histórias sobre a região e seus moradores. A dica é não esquecer de levar para casa o delicioso sabonete de banana – marca registrada da dona da loja – que encanta qualquer pessoa, seja pelo charme da embalagem ou pelo aroma magnífico do sabonete!

Encontro dos rios: Há poucos metros da praça central da cidade, há o encontro dos Rios Iporanga e Rio Ribeira, pode-se ver claramente a mistura das águas, que possuem coloração diferente.

Porto: O porto de Iporanga, localizado próximo à praça da igreja matriz, guarda mais de 500 anos de história! Local onde desembarcou Martim Afonso e por onde embarcaram diversas toneladas de ouro. Vale a pena conferir esse marco de nossa história!

Por: Bianca Pugliese – repórter especial Mídia Turis

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