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Cunha encerra Festival de Cerâmica com diferentes atividades para o feriado prolongado

Considerada como o maior polo de cerâmica de alta temperatura da América Latina, a Estância Climática de Cunha realiza o 12º Festival de Cerâmica. O evento, uma iniciativa do Instituto Cultural da Cerâmica de Cunha (ICCC), com o apoio da Secretaria de Turismo e Cultura da cidade, começou em 11 de outubro e termina no feriado prolongado, em 3 de novembro.

Para esta edição, foram programadas mais de 30 atividades entre palestras, workshops, apresentações, competições, aberturas de fornadas e exposições individuais e coletivas, na sede do instituto, nos ateliês e em demais espaços da cidade. Até a penúltima semana do evento, mais de 2 mil pessoas prestigiaram o trabalho dos ceramistas locais e de outras cidades.

O destaque para o próximo fim de semana prolongado é abertura do forno na sede do ICCC, no sábado, dia 3 de novembro, às 10 horas, e entrada franca ao público. Na ocasião, será possível conferir o resultado do trabalho de vários artistas, já que se trata de uma queima coletiva. Aproximadamente 300 peças foram confeccionadas para este evento.

À noite, o instituto realiza uma mesa redonda com os ceramistas da Galeria Quinta Essência e mediação de Silvana Baierl, editora da revista Mão na Massa; e a Casa do Artesão encerra a Exposição Coletiva, que desde o início do festival recebeu aproximadamente 400 visitantes.

Sobre a cidade

Montanhas, vales, paisagem exuberante, sossego, gastronomia, artesanato. Isso e muito mais é o que o turista encontra na Estância Climática de Cunha, cidade que traz em suas ruas marcas da história do Brasil, com diversas construções antigas. Algumas delas tombadas pelo Patrimônio Histórico, incluindo a Igreja da Matriz, que foi construída em 1731 e está passando por restauração.

Essas evidências históricas remetem à época em que Cunha era rota dos tropeiros que percorriam a Estrada Real, levando o ouro de Minas Gerais até o porto de Paraty e de lá para o Rio de Janeiro e Portugal.

Outra herança tornou a cidade o maior polo da cerâmica de alta temperatura da América Latina. Isso porque, na década de 1970, ceramistas se instalaram na cidade, para desenvolver seus trabalhos em fornos a lenha, que utilizam a técnica de queima chamada noborigama, e ao longo desses 40 anos formaram novas gerações de ceramistas e atraíram muitos artistas que empregam outras técnicas e estilos. Por conta dessa atuação, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou o Projeto de Lei 7772/17, que confere a Cunha o título de Capital Nacional da Cerâmica.

A estância oferece também diversas opções de turismo rural, que inclui fazendas de cultivo de cogumelo shitake e de truta, apiários, queijarias, pesqueiros e alambiques. A cerveja artesanal é outro produto que ganha espaço na cidade e é possível visitar as cervejarias e degustar a bebida.

Nos últimos anos, Cunha vem se destacando também com o plantio de lavanda, que atrai muitos turistas. Além da plantação propriamente dita é extraído o óleo da lavanda, com o qual se produz sabonetes, aromatizantes e outros itens derivados da matéria-prima.

Há ainda as belezas naturais que o lugar oferece, como as cachoeiras do Pimenta, do Desterro e do Barracão. Além da Pedra da Macela, que em seu pico, a 1.840 metros de altitude, é possível apreciar a paisagem deslumbrante que inclui Paraty, a baía da Ilha Grande e parte de Angra dos Reis e todas as montanhas e serras que ficam no entorno de Cunha.

Entre os destaques estão o Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Cunha, onde o visitante também pode se banhar em suas cachoeiras e percorrer suas trilhas guiadas por monitores. São três ao todo, cada uma com um grau de dificuldade.

Quem visitar a cidade pode escolher entre as cerca de 100 pousadas para se hospedar, que oferecem diversificadas opções e níveis de acomodação e preço. Algumas delas estão entre a melhores da América do Sul, segundo avaliações de sites de viagem. Além de tudo isso, ainda há o pujante turismo gastronômico local, que disponibiliza diversos estilos de restaurantes, com chefes renomados e cardápios variados, em geral marcados pelos produtos da região.

Como chegar

Cunha está a 230 km da capital paulista. O visitante deve seguir pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116) até a Saída 65, em Guaratinguetá. A partir dali, seguir pela Rodovia Paulo Virgínio (SP-171) até Cunha.

Quem for de ônibus, também deve ir até Guaratinguetá. Na rodoviária há ônibus intermunicipal até Cunha. Os horários das partidas devem ser checados no local.

Para mais informações acesse: http://www.cunha.sp.gov.br/

12º Festival de Cerâmica

Programação do próximo Feriadão

Palestra de Darly Pellegrini sobre Paperclay

2/11 – das 17 às 19 horas

Apresentação teórica sobre a técnica do paperclay. Demonstração e confecção de peça pequena.

Espaço cultural Elias José Abdalla – Rua Dom Lino, Centro

Abertura de Forno

3/11 – às 10 horas

Instituto Cultural da Cerâmica de Cunha – ICCC – Parque Lavapés s/n

Mesa redonda com artistas da Galeria Quinta Essência

3/11 – às 19 horas

Instituto Cultural da Cerâmica de Cunha – ICCC – Parque Lavapés s/n

Exposição Coletiva

até 3/11 – horário comercial

Ceramistas de Cunha, Grupo Tripolar e convidada Máyy Koffler

Casa do Artesão – Rua José Arantes Filho, 27, Vila Rica

Confira a programação completa em: http://www.cunha.sp.gov.br/noticias/cunha-vai-r ealizar-em-outubro-e-novembro-mais-um-festival-da-ceramica-veja-aqui-a-programacao-completa-do-evento-e-aproveite/