Casal troca festa de casamento por mochilão em 21 países

Quem nunca sonhou em largar o emprego e viver um período sabático por aí? Muitas vezes nos faltam coragem ou até mesmo dinheiro… Mas quando tudo é bem planejado a chance de dar certo é muito maior. E como eu amo histórias inspiradoras, vim aqui contar uma pra vocês sobre um casal que trocou a festa de casamento por uma mochilão de cinco meses rodando o mundo.

Bernardo, 29 anos, e Natália, 28, são capixabas, se conheceram em um evento de engenharia da faculdade que estudavam em 2009 no Espírito Santo, começaram a namorar logo em seguida e estão juntos a sete anos e meio.

No início de 2011, Bernardo começou trabalhar em Minas Gerais e Natália continuou em Vitória (ES) e foi assim que começaram as inúmeras pontes aéreas, todo feriado ou final de semana os dois davam um jeitinho de se encontrar e viajar pelo Brasil. Sempre gostaram de viajar, já passaram por Natal, Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador, Chapada dos Veadeiros, Maceió, Cuzco, Chapada Diamantina, Monte Roraima e muitos outros.

A decisão

Bernardo tinha o desejo de viajar de carro pelo Brasil, chegou a fazer um roteiro, mas a ideia não foi pra frente. Após cinco anos de namoro à distância, se vendo apenas aos finais de semana, decidiram que queriam mesmo é passar mais tempo juntos, o que implicaria em um dos dois saírem do emprego. Depois de muita conversa e planejamento, o casal decidiu que era isso mesmo que iriam fazer. Bernardo conta que não foi fácil contar para a família sobre a ideia de pedir demissão em um momento de crise, mas estavam decididos e foram até o fim –ou o começo de uma linda jornada.

O mochilão

O casal não tinha intenção de fazer uma viagem de luxo, optaram pelo mochilão, conseguiram encaixar dentro do orçamento que tinham cinco meses de viagem e saíram do Brasil casados no civil, com isso a viagem também se tornou uma incrível lua de mel o que a tornou mais especial.

Por conta do orçamento apertado, decidiram fechar todas as passagens e hospedagem com antecedência para conseguir os melhores preços e também não ter essa preocupação durante a trip. O roteiro foi feito através de pesquisas na internet e o perfil dos dois, passando por França, Noruega, Espanha (Caminho de Santiago de Compostela), Portugal, Holanda, Itália, República Tcheca, Alemanha, Áustria, Hungria, Eslováquia, China, Indonésia, Malásia, Laos, Tailândia, Mianmar, Camboja, Vaticano, Vietnã e Coréia do Sul. Abaixo eles citam 10 pontos positivos dessa viagem inesquecível:

  1. Autoconhecimento: Com o intercâmbio pudemos entender melhor de onde viemos, o que nos fazem diferentes, o que temos de positivo e o que precisamos melhorar. Foi um tempo de reflexão, de olhar para fora com uma cabeça aberta, mas também, prestar atenção em nós mesmos;
  2. Aprender a respeitar as diferenças: Depois de namorar muito tempo a distância, passamos cinco meses convivendo 24h por dia onde cada decisão simples do dia a dia deveria ser um consenso. Confesso que não foi fácil no começo, mas acho que evoluímos bastante nesse ponto e sabemos isso é fundamental na vida a dois;
  3. Conhecer diferentes culturas: É fantástico e enriquecedor poder testemunhar os contrastes culturais que existem no mundo;
  4. Conhecer outros viajantes: Fizemos amigos e conhecemos pessoas que estavam viajando como a gente. Ouvimos histórias inspiradoras de gente do mundo inteiro;
  5. Diminuir a ansiedade: Aprendemos a curtir cada lugar, cada cidade, cada País, sem nos preocupar com o próximo destino, isso fez com que vivêssemos intensamente cada momento.
  6. Dar mais valor aos amigos e família: Geralmente quando estamos perto acabamos não dando tanto valor aos amigos e família, mas sentimos muita falta deles, das nossas casas e de uma boa conversa aquelas pessoas que nos amam;
  7. Ser mais grato pelo que temos e exigir menos: Deparamos-nos com pessoas super simples que estavam satisfeitas com seus trabalhos e a vida que tinham, apesar de parecerem ter tão pouco, tinham um sorriso no rosto e estavam felizes e isso nos fez refletir e mudar muito a maneira de ver a vida;
  8. Participar juntos de uma grande aventura: Foi muito importante para nós dois essa experiência para amadurecer a relação e nos unir mais;
  9. Trazer para casa cinco meses de memórias: Para mim, Bernardo, que amo fotografia pude me aperfeiçoar mais com esse “curso intensivo” que foi a viagem e voltar com novas técnicas; Para mim, Natália, com os diários que fiz quando passava em todos os lugares me permitindo muitos momentos de reflexão;
  10. Aprender a se virar com pouca coisa: Toda nossa viagem aconteceu com apenas uma mochila para cada, sempre carregadas como bagagem de mão no avião, e nas costas durante os 750 km do Caminho de Santiago de Compostela, levamos apenas o essencial.

É claro, que como nem tudo são flores, também nos contam os pontos negativos do mochilão:

Créditos: Arquivo pessoal

Natália e Bernardo em Geiranger, na Noruega

Roteiro fechado antecipadamente: O roteiro estava quase 100% fechado antes de partirmos e em alguns lugares gostaríamos de ter ficado mais tempo, ou menos tempo. A solução que achamos foi aproveitar o máximo possível cada minutinho em todos eles.

Orçamento curto: Algumas vezes houveram limitações e tivemos que abrir mão de passeios e lugares para visitar.

Viagem em casal: Em alguns momentos a viagem fica meio monótona, mas garantimos que passa rápido e os momentos são poucos.

Cogitação em encurtar a viagem: As vezes pelo cansaço, a falta de paciência um com o outro ou pelo pouco dinheiro, pensamos em encurtar a viagem e voltar para casa. Mas, era só pensar em tudo o que estávamos vivendo e tudo o que tínhamos para viver na viagem, que esse pensamento desaparecia.

Por Livia Zanon, do bomundoeminhasvoltas.com” target=”_blank”O Mundo e Minhas Voltas

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