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A bordo de um veleiro, amigos vão dar a volta ao mundo em busca de sons desconhecidos

Dois amigos, um veleiro, um estúdio e um desafio: uma volta ao mundo, uma jornada sem igual, um intercâmbio cultural entre a música brasileira e os sons nativos de lugares que merecem ser redescobertos. No próximo dia 11 de janeiro, o veleiro Alaússa partirá da Flórida (EUA) rumo a uma viagem de novas descobertas.

No roteiro dos amigos Fernando Maymone, 35 anos, produtor musical, e Leandro Rocha, 33 anos, engenheiro eletrônico, Caribe, América do Sul, América Central, Polinésia Francesa, Oceania, Sudeste Asiático e África antes de retornar ao Brasil, em fevereiro de 2018.

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Os aventureiros Leandro e Fernando são amigos de infância

Serão mais de 30 portos e uma missão a ser cumprida: gravar e documentar artistas das comunidades visitadas, promovendo intercâmbio entre a música brasileira e das regiões que o Alaússa visitará.

O objetivo é conhecer comportamentos, costumes e hábitos variados e compartilhar a cultura brasileira em locais que vão desde cidades muito conhecidas até outros ainda intocados, promovendo apresentações musicais, palestras e relacionamento com músicos nativos.

A inspiração da aventura surgiu após Fernando e Leandro assistirem o filme “Buena Vista Social Clube”.

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O veleiro Alaússa; o nome vem de uma brincadeira dos Carnavais pernambucanos

“Nós vamos em busca dos sons nativos, de ouvir pessoas que hoje são o resultado de culturas influenciadas por séculos de história, com heranças que nos ajudarão a, através da música, entender melhor sua civilização, seu progresso e tudo que encontraremos ao longo da viagem”, explica Fernando, que é músico com especialização em produção musical na Berklee College of Music, em Boston, nos EUA, tendo tocado com vários dos mais influentes músicos de bandas da nova cena Pernambucana, como Otto, Nação Zumbi , Jorge Cabeleira e River Raid.

Para tanto, um estúdio móvel estará no Alaússa. É nele que as gravações serão realizadas. O veleiro de 35 pés será mais que a casa de Fernando e Leandro, ao aportar em cada novo lugar, captar sons e vídeos e viabilizar a produção de um documentário, ele será um tesouro musical cruzando mares.

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“Toda a preparação técnica foi muito bem cuidada. Já passamos por uma primeira fase de verificações quando levamos o barco da Virginia para Jacksonville, na Flórida. Todos os detalhes estão sendo vistos e revistos para que possamos ter o menor número de imprevistos possíveis”, comenta Leandro, o capitão do barco. Velejador desde a infância, ele cresceu no Brasil e já trabalhou na Rússia, Suíça e Alemanha e é capitão amador pela renomada Deutscher.

O nome Alaússa é uma tradição dos Carnavais pernambucanos. Uma brincadeira onde as crianças saem nas ruas batucando instrumentos improvisados, domando uma ursa, e visitando casas pedindo a doação de algum brinde ou gorjeta. O nome é uma corruptela do italiano: “La Orsa” , que foi abrasileirado para Alaússa.

Serão mais de 30 portos e uma missão a ser cumprida: gravar e documentar artistas das comunidades visitadas